R. Bras. Zootec.01/out/2001;30(5):1424-31.

Qualidade da Silagem de Capim-Elefante (Pennisetum purpureum Schum.) Emurchecido ou Acrescido de Farelo de Mandioca

Evaldo Ferrari Júnior, Wagner Lavezzo

DOI: 10.1590/S1516-35982001000600006

Realizou-se um experimento para avaliar a silagem de capim-elefante cv. Taiwan A-146, submetida a seis tratamentos e quatro repetições: A – capim-elefante emurchecido ao sol por 8 horas; B – capim-elefante sem emurchecimento; C – capim-elefante (98%) mais farelo de mandioca (2%); D – capim-elefante (96%) mais farelo de mandioca (4%); E – capim-elefante (92%) mais farelo de mandioca (8%) e F – capim-elefante (88%) mais farelo de mandioca (12%). A adição de 12% de farelo de mandioca mostrou-se mais eficiente que o emurchecimento em aumentar o teor de matéria seca da silagem. A adição de farelo de mandioca promoveu decréscimo no teor de proteína bruta, matéria orgânica, fibra em detergente neutro e hemicelulose de forma linear, porém aumentou os teores de extrativo não nitrogenado, matéria mineral e carboidratos solúveis das silagens. Os teores de ácido lático mostraram-se baixos, indicando que o farelo de mandioca não foi utilizado de forma eficiente pelos lactobacilos. Não foram observadas diferenças significativas entre as porcentagens dos ácidos acético, propiônico, butírico e lático nas silagens. O emurchecimento e a adição de farelo de mandioca podem ser utilizados como alternativas para aumentar o teor de matéria seca da silagem.

Qualidade da Silagem de Capim-Elefante (Pennisetum purpureum Schum.) Emurchecido ou Acrescido de Farelo de Mandioca

Comentários