R. Bras. Zootec.01/mar/2008;37(3):401-10.

Ensaios preliminares sobre autofecundação e cruzamentos no melhoramento do capim-elefante

Maria da Conceição Silva, Mércia Virginia Ferreira dos Santos, Mário de Andrade Lira, Alexandre Carneiro Leão de Mello, Erinaldo Viana de Freitas, Ramilton Jader Menezes Santos, Rinaldo Luiz Caraciolo Ferreira

DOI: 10.1590/S1516-35982008000300004

Objetivou-se nesta pesquisa verificar a possibilidade do uso da autofecundação no melhoramento do Pennisetum purpureum e comparar progênies de Pennisetum purpureum obtidas por três formas de fecundação (tratamentos): autofecundação, cruzamentos intraespecíficos e cruzamentos interespecíficos com Pennisetum glaucum. Foram avaliadas 10, 2 e 2 famílias com um total de, respectivamente, 160 progênies provenientes de cruzamento intraespecífico, 38 progênies de cruzamento interespecífico e 40 progênies de autofecundação. Foram realizadas duas avaliações para determinar a produção de matéria seca – MS (kg/touceira), o teor de MS (%), a altura de planta (m), o perfilhamento basilar (nº/touceira) e índice de sobrevivência (%), em parcelas sem repetição. Os tratamentos cruzamento intraespecífico, cruzamento interespecífico e autofecundação apresentaram as respectivas médias de 0,47; 0,78 e 0,46 e de 0,14; 0,23 e 0,22 kg de MS/touceira, respectivamente, na primeira e segunda avaliações. Experimentos com parcelas repetidas devem ser conduzidos visando isolar os efeitos de meio dos efeitos genéticos. O cruzamento interespecífico mostrou-se promissor na geração de genótipos com porcentagem de MS adequada ao processo de ensilagem. Todos os tratamentos apresentaram potencial para liberar variabilidade nos caracteres avaliados, entretanto, o baixo índice de sobrevivência das progênies provenientes da autofecundação dificulta a obtenção de linhas puras.

Ensaios preliminares sobre autofecundação e cruzamentos no melhoramento do capim-elefante

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