R. Bras. Zootec.01/nov/1999;28(6):1177-85.

Consumo voluntário de forragem de três cultivares de Panicum maximum sob pastejo

Valéria Pacheco Batista Euclides, Luiz Roberto Lopes de S. Thiago, Manuel Claudio Motta Macedo, Marcelo Paschoal de Oliveira

DOI: 10.1590/S1516-35981999000600002

Os objetivos deste trabalho foram estimar o consumo de matéria seca de animais pastejando três cultivares de Panicum maximum e relacioná-lo com ganho de peso, tempo de pastejo (TP) e algumas características químicas e estruturais do pasto. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com três tratamentos e três repetições. O consumo voluntário de matéria seca (CVMS) foi estimado em quatro ocasiões (maio, setembro, novembro e fevereiro). Para calcular a produção de fezes, foi usado o óxido crômico como marcador externo. Foram estimados a digestibilidade in situ da matéria seca e o tempo de pastejo, respectivamente, por intermédio de extrusas e tacógrafos. Foram estimadas as disponibilidades da forragem e dos componentes da planta. Apesar de os CVMS pelos animais terem sido semelhantes entre as cultivares, foram observadas maiores diferenças nos ganhos de peso, para os animais pastejando o capim Tanzânia, seguidos daqueles pastejando os capins Colonião e Tobiatã. Diferenças também foram observadas entre as cultivares para TP, que foi menor para os animais em pasto de Tobiatã, quando comparados aos que pastejaram as outras duas cultivares. O aumento no TP observado durante o período da seca não foi suficiente para impedir queda no consumo de forragem neste período. O CVMS foi correlacionado (r2 = 0,77) com ganho diário de peso. As características estruturais das pastagens, disponibilidade de folhas e relação material verde:material morto, influenciaram mais o CVMS, ganho de peso diário e TP que os valores nutritivos das mesmas.

Consumo voluntário de forragem de três cultivares de Panicum maximum sob pastejo

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