R. Bras. Zootec.01/abr/2002;31(2 Sup..):866-74.
Avaliação de fontes de amônia para conservação do feno de alfafa (Medicago sativa L.) armazenado com alta umidade
DOI: 10.1590/S1516-35982002000400009
O estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar duas fontes de amônia (amônia anidra-NH3 ou uréia) para conservação do feno de alfafa (Medicago sativa L.) armazenado com alta umidade. Foram estudados os seguintes tratamentos: A – feno com 12 a 15% de umidade e não-tratado; B – feno com 24 a 27% de umidade e tratado com 1,0% de NH3 na MS; C – feno com 24 a 27% de umidade e tratado com 0,9% de uréia na MS; D – feno com 24 a 27% de umidade e tratado com 1,8% de uréia na MS; E – feno com 34 a 37% de umidade e tratado com 0,9% de uréia na MS; e F – feno com 34 a 37% de umidade e tratado com 1,8% de uréia na MS. Os fenos permaneceram sob lona plástica, hermeticamente fechada, por 60 dias. Foram realizadas amostragens para identificação de fungos nos fenos, aos 0 e 60 dias pós-tratamento, e determinação da composição química, avaliando-se os teores de proteína bruta (PB) e dos constituintes da parede celular. Nas quantidades testadas, somente a NH3 foi eficiente no controle dos fungos. Nos tratamentos com uréia, apesar de haver controle dos gêneros Aspergillus e Penicillium, os demais gêneros presentes foram suficientes para deterioração dos fenos. Merece destaque o gênero Paecilomyces, que apresentou alta incidência em todos os fenos tratados. A quantidade utilizada de NH3 foi insuficiente para promover mudanças significativas na composição química dos fenos, exceto nos teores de PB, que aumentaram com o uso de 1,0% de NH3, quando comparados com o não-tratado.
Palavras-chave: aditivos; amônia anidra; composição química; fungos; uréia
