R. Bras. Zootec.01/ago/2010;39(8):1676-83.

Produção de feno de alfafa sob diferentes métodos de desidratação

Marcela Abbado Neres, Deise Dalazen Castagnara, Eduardo Eustáquio Mesquita, Maximilliane Alavarze Zambom, Leiliane Cristine de Souza, Paulo Sérgio Rabello de Oliveira, Clóves Cabreira Jobim

DOI: 10.1590/S1516-35982010000800008

Os objetivos do trabalho foram estimar a curva de desidratação em nove tempos (0, 3, 6, 9, 24, 27, 30, 33 e 46 horas após o corte), a relação folha/haste, número de folhas por haste de alfafa submetida a quatro manejos no processo de secagem. Também foram avaliadas a composição bromatológica e digestibilidade in vitro da matéria seca e parede celular do feno antes do armazenamento. Os métodos de secagem da alfafa foram: secagem a campo até 50% de MS e término da secagem em galpão arejado, secagem a campo sem nenhuma viragem; secagem com apenas uma viragem; secagem com duas viragens. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com quatro métodos de secagem e cinco repetições. A desidratação das folhas foi mais rápida em relação às hastes em todos os métodos de secagem. A secagem em galpão promoveu menor reidratação das plantas no período noturno, promovido pelo orvalho. Verificou-se que os fenos de plantas de alfafa que permaneceram ao sol e receberam as viragens apresentaram pior qualidade com redução nos teores de proteína bruta, aumento do FDN, FDA, NIDN e NIDA entretanto a digestibilidade in vitro da matéria seca e da parede celular não sofreram alteração com os diferentes métodos de desidratação (69,79 e 41,39%, respectivamente). Há acentuada queda de folhas e redução no número de folhas por haste com as viragens.

Produção de feno de alfafa sob diferentes métodos de desidratação

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