R. Bras. Zootec.01/dez/2004;33(6 Sup..3):2240-7.

Perda de amônia por volatilização em pastagem de capim-tanzânia adubada com uréia no verão

Geraldo Bueno Martha Júnior, Moacyr Corsi, Paulo Cesar Ocheuze Trivelin, Lourival Vilela, Taís Leite Ferreira Pinto, Gleuber Mariano Teixeira, Ciro Staino Manzoni, Luis Gustavo Barioni

DOI: 10.1590/S1516-35982004000900009

Parte do nitrogênio (N) do fertilizante aplicado à pastagem pode ser perdida do sistema e, em pastagens tropicais, a volatilização de amônia (NH3) é uma das principais vias de perda. Objetivou-se, com o presente estudo, estimar a perda de N-NH3 por volatilização em pastagem de Panicum maximum cv. Tanzânia adubada com uréia durante o verão. Adotou-se um delineamento inteiramente casualizado, com medidas repetidas no tempo e três repetições. Nas parcelas, encontravam-se as doses de N-uréia (40, 80 e 120 kg/ha de N-uréia) e, nas subparcelas, o período depois da adubação nitrogenada (1, 5 e 9 dias). A interação entre o nível de adubação e o período depois da aplicação de uréia foi significativa para as variáveis volatilização acumulada de N-NH3 e taxa diária de volatilização de N-NH3. A combinação de elevada umidade do solo, ausência de chuvas durante o primeiro dia depois da adubação e alta temperatura elevada determinaram elevadas perdas de amônia por volatilização. A perda acumulada de N-NH3 no período representou 48%, 41% e 42% do N aplicado nas adubações com 40, 80 e 120 kg/ha de N-uréia, respectivamente. A volatilização acumulada de N-NH3 (kg/ha) aumentou, enquanto a taxa diária de volatilização de N-NH3 diminuiu com o aumento do tempo depois da adubação.

Perda de amônia por volatilização em pastagem de capim-tanzânia adubada com uréia no verão

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