R. Bras. Zootec.01/dez/2007;36(6):1775-82.

Níveis de treonina digestível em dietas para fêmeas suínas lactantes de médio potencial genético

Charles Kiefer, Aloizio Soares Ferreira, Juarez Lopes Donzele, Rita Flávia Miranda de Oliveira, Francisco Carlos de Oliveira Silva, Alfredo Sampaio Carrijo

DOI: 10.1590/S1516-35982007000800010

Foram utilizadas 76 fêmeas suínas lactantes de médio potencial genético com peso inicial de 207,0 ± 32,0 kg e ordem de parto de 3,53 ± 2,11, para avaliar níveis de treonina digestível na fase de lactação. Os animais foram distribuídos em delineamento experimental de blocos ao acaso, composto por quatro tratamentos (0,589; 0,627; 0,665 e 0,703% de treonina digestível) e 19 repetições, em que cada unidade experimental foi constituída por uma fêmea. Não houve efeito dos níveis de treonina digestível sobre o peso das fêmeas ao desmame, a espessura de toucinho (ET) e a composição de proteína corporal à desmama. A perda de peso das fêmeas durante a lactação reduziu de forma linear com o aumento do nível de treonina digestível. Os níveis de treonina digestível não influenciaram a variação da ET durante a lactação, mas afetaram a mobilização de proteína corporal, que reduziu linearmente com o aumento do nível de treonina digestível. Não houve efeito dos níveis de treonina digestível sobre os consumos de ração, de lisina e de energia digestível, entretanto, verificou-se aumento linear do consumo de treonina digestível, em razão do aumento de seu nível na dieta. Os níveis de treonina digestível não influenciaram a eficiência energética das fêmeas, o intervalo desmama-estro e o desempenho dos leitões e leitegadas. Fêmeas suínas lactantes de médio potencial genético exigem 0,589% de treonina digestível, correspondente ao consumo diário de 28,5 g e à relação treonina digestível: lisina digestível de 62%.

Níveis de treonina digestível em dietas para fêmeas suínas lactantes de médio potencial genético

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