R. Bras. Zootec.01/ago/1999;28(4):721-8.

Endogamia em um rebanho da raça Guzerá

João Ademir de Oliveira, João Francisco P. Bastos, Humberto Tonhati

DOI: 10.1590/S1516-35981999000400010

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da endogamia sobre os pesos ao nascimento (PN) e os pesos aos 8 (P8), 12 (P12), 18 (P18) e 24 (P24) meses de idade de um rebanho da raça Guzerá. Os dados coletados no período de 1978 a 1992 foram obtidos dos registros de controle zootécnico da Fazenda de Ensino e Pesquisa do Campus de Ilha Solteira, UNESP, e referem-se a pesos, na ordem acima, de 2435, 1882, 1770, 1524 e 1294 animais. As análises estatísticas foram elaboradas pelo método dos quadrados mínimos, usando o procedimento “GLM” (General Linear Models) do pacote estatístico SAS. O coeficiente de endogamia no rebanho variou de 0 a 25% e 0 a 31%, respectivamente, em machos e fêmeas, com F médio de, respectivamente, 1,08 e 1,36%. As médias ajustadas dos animais endogâmicos e não-endogâmicos, para machos e fêmeas em conjunto, foram, respectivamente, 27,1 e 27,2 kg; 147,7 e 148,7 kg; 183,4 e 185,4 kg; 234,5 e 238,9 kg; e 292,9 e 294,7 kg para PN, P8, P12, P18 e P24. Os coeficientes da regressão linear da endogamia sobre os pesos estudados foram negativos e significativos para P8, P12 e P24 de fêmeas e P18 de machos. Para machos e fêmeas em conjunto, as diferenças nos pesos, por classe de endogamia, não foram significativas, exceto para P18. O efeito da endogamia sobre os pesos do nascimento aos 24 meses de idade no rebanho estudado, em geral, foi de pequena significância econômica ou biológica.

Endogamia em um rebanho da raça Guzerá

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