R. Bras. Zootec.01/abr/2009;38(4):752-9.

Dinâmica de fermentação ruminal in vitro do pseudofruto de cinco clones de cajueiro

Marcia Mourão Ramos Azevedo, Vânia Rodrigues Vasconcelos, José Carlos Machado Pimentel, Bruno Ítalo Sousa Pinto, José Cardoso de Araújo Neto, Adeline de Andrade Carvalho

DOI: 10.1590/S1516-35982009000400023

Avaliou-se a dinâmica de fermentação ruminal dos carboidratos totais (CT) e da fibra em detergente neutro (FDN) do pseudofruto de cinco clones de cajueiro (CP 06, CP 09, CP 76, CP 1001 e BRS 189) pela técnica in vitro semi-automática de produção de gases. As leituras de pressão foram realizadas 3, 6, 9, 12, 15, 21, 27, 33, 39, 48, 60 e 72 horas para determinação da degradação dos carboidratos totais e da FDN, pela quantificação do resíduo após 72 horas de incubação. As curvas de produção cumulativa de gases foram ajustadas utilizando-se os modelos propostos por France e Gompertz para carboidratos totais e fibra em detergente neutro, respectivamente. Na avaliação da degradação dos carboidratos totais, o potencial máximo de produção de gases (Vf) diferiu entre o CP 09 e o BRS 189. O CP 1001 foi o que apresentou menor tempo de colonização. As taxas de fermentação dos CP 09, CP 1001 e CP 06 foram ligeiramente superiores às do CP 76 e dos BRS 189. A taxa de produção de gases apresentou dois picos, às 6 e às 21 horas. O BRS 189 foi o que apresentou menor degradação às 72 horas de fermentação. Na avaliação da fermentação ruminal da FDN, O CP 09 apresentou maior potencial máximo de produção de gases e o CP 06, CP 1001 e BRS 189, maiores taxas de produção de gases. A eficiência microbiana foi maior no CP 09 e a produção cumulativa de gases, no CP 1001. Os pseudofrutos dos clones de cajueiro avaliados têm potencial para uso na alimentação de ruminantes por terem boa qualidade fermentativa.

Dinâmica de fermentação ruminal in vitro do pseudofruto de cinco clones de cajueiro

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