R. Bras. Zootec.01/jan/2009;38(1):75-81.

Digestão dos carboidratos de alimentos volumosos em eqüinos

Eliane da Silva Morgado, Fernando Queiroz de Almeida, Vinícius Pimentel Silva, Augusto Vidal da Costa Gomes, Leandro Galzerano, Henrique Torres Ventura, Liziana Maria Rodrigues

DOI: 10.1590/S1516-35982009000100010

Neste estudo, foram realizados dois ensaios com os objetivos de avaliar o fracionamento dos carboidratos de alimentos volumosos e estimar a digestibilidade desses nutrientes em dois ensaios de digestão com eqüinos. No ensaio 1, foram utilizados cinco eqüinos em delineamento de blocos casualizados, com sete tratamentos – fenos de alfafa (Medicago sativa); amendoim forrageiro (Arachis pintoi); desmódio (Desmodium ovalifolium); guandu (Cajanus cajan); macrotiloma (Macrotyloma axillare); estilosantes (Stylosanthes guianensis); ou coastcross (Cynodon dactylon) – avaliados pela técnica de sacos de náilon móveis. No ensaio 2, foram utilizados quatro eqüinos em delineamento quadrado latino 4 × 4, alimentados com feno de coastcross em quatro tipos de moagem com o objetivo de avaliar se a redução do tamanho de partícula interfere na digestibilidade dos carboidratos. Os resultados comprovaram que os eqüinos possuem alta eficiência na digestão dos carboidratos não-fibrosos e de suas frações hidrolisáveis e rapidamente fermentáveis. Os fenos de amendoim forrageiro, estilosantess e macrotiloma apresentaram elevada digestibilidade dos carboidratos fibrosos e não-fibrosos, enquanto a digestibilidade de todos os nutrientes do amendoim forrageiro foi superior a 70%, o que indica potencial para uso desta leguminosa em dietas para eqüinos. O processamento do feno de coastcross não influenciou a digestibilidade das frações dos carboidratos fibrosos e não-fibrosos. A análise dos carboidratos fibrosos e não-fibrosos é um bom indicativo do valor nutricional dos alimentos e pode ser incluída na avaliação da qualidade de alimentos para eqüinos.

Digestão dos carboidratos de alimentos volumosos em eqüinos

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