R. Bras. Zootec.01/ago/2009;38(8):1460-7.

Desempenho reprodutivo de matrizes suínas inseminadas pela técnica intrauterina

Éder Batalha Araújo, Eduardo Paulino da Costa, Aurea Helena Assis da Costa, Flávio Guiselli Lopes, Gustavo Guerino Macedo, Tarcízio Antônio Rêgo de Paula

DOI: 10.1590/S1516-35982009000800009

Um experimento foi realizado com o objetivo de avaliar o desempenho reprodutivo de matrizes suínas inseminadas pela técnica intrauterina (IAIU). Em um delineamento inteiramente casualizado, 300 fêmeas foram distribuídas em cinco técnicas de inseminação: controle – intracervical (IAIC) com 3×109 espermatozoides/100 mL; intrauterina (IAIU) com 1×109 espermatozoides/100 mL; intrauterina com 1×109 espermatozoides/50 mL; intrauterina com 5×108 espermatozoides/100 mL; e intrauterina com 5×108 espermatozoides/50 mL. As fêmeas inseminadas pela técnica intrauterina apresentaram taxa de parto de 90,8% e taxa de repetição de estro de 9,2%, que não diferiram das taxas obtidas pela técnica intracervical (90,0% e 10,0%, respectivamente). O total de leitões nascidos não diferiu entre as técnicas, com média geral de 11,4 a 11,9 leitões por parto. Apesar da dificuldade na passagem da pipeta em 4,6% das fêmeas submetidas à inseminação artificial intrauterina, 100% das fêmeas foram inseminadas. Na avaliação da ocorrência de refluxo de sêmen, não houve diferença entre as técnicas de inseminação intracervical e intrauterina. Entretanto, o total de espermatozoides refluídos foi maior nas fêmeas submetidas à inseminação intracervical. A ocorrência de sangramento não diferiu entre as técnicas estudadas. Portanto, qualquer uma das técnicas de inseminação intrauterina pode substituir a inseminação artificial intracervical, pois não comprometem o desempenho reprodutivo dos animais.

Desempenho reprodutivo de matrizes suínas inseminadas pela técnica intrauterina

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