R. Bras. Zootec.01/out/2005;34(5):1505-11.

Composição química de forrageiras e seletividade de bovinos em bosque-de-sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.) nos períodos chuvoso e seco

Ednéia de Lucena Vieira, Francisco F. Ramos de Carvalho, Ângela Maria Vieira Batista, Rinaldo Luiz C. Ferreira, Mércia Virgínia Ferreira dos Santos, Mário de Andrade Lira, Maria José da Silva, Edna Maria Bonfim da Silva

DOI: 10.1590/S1516-35982005000500010

A pesquisa foi desenvolvida no período de junho de 1999 a março de 2000, com o objetivo de determinar, nos períodos chuvoso e seco, a composição química de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.), com acúleo e sem acúleo, na dieta de bovinos em condições de pastejo e a composição botânica do bosque de sabiá e da dieta selecionada. Não foi observada diferença significativa quanto à composição química entre os sabiás com e sem acúleo, obtendo-se valores médios, no período chuvoso, de 26,45% de matéria seca (MS), 27,63% de proteína bruta (PB), 44,39% de fibra em detergente neutro (FDN), 25,80% de fibra em detergente ácido (FDA), 1,24% de cálcio (Ca), 0,22% de fósforo (P), 1,63% de potássio (K) e 1,12% de sódio (Na). No período seco, os valores médios observados foram de 42,39% de MS; 19,30% de PB; 39,05% de FDN; 21,83% de FDA; 1,25% de Ca; 0,15% de P; 1,63% de K e 0,27% de Na. Para a composição botânica da dieta, observou-se que, durante o período chuvoso, as amostras de extrusa apresentaram maior participação de sabiá (83,1%) que no período seco ( 12,3%). Os resultados obtidos indicaram que, durante o período chuvoso, os animais selecionaram sabiá em maior quantidade para sua dieta e que a coleta manual, como realizada, superestimou a fração fibrosa da dieta calculada a partir da composição química da extrusa.

Composição química de forrageiras e seletividade de bovinos em bosque-de-sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.) nos períodos chuvoso e seco

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