R. Bras. Zootec.01/fev/2009;38(2):392-8.

Características de carcaça de ovinos em crescimento alimentados com rações contendo farelo de babaçu

Antônio Robson Bezerra Xenofonte, Francisco Fernando Ramos de Carvalho, Ângela Maria Vieira Batista, Geovergue Rodrigues de Medeiros

DOI: 10.1590/S1516-35982009000200024

Avaliaram-se as características, os rendimentos e as medidas lineares de carcaça de 24 ovinos sem padrão racial definido (SPRD), não-castrados, com idade inicial de 4,6 ± 0,8 meses e peso vivo inicial de 20 ± 3,25 kg, confinados em baias individuais e alimentados com rações contendo 0, 10, 20 ou 30% de farelo de babaçu. Utilizou-se delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos e seis repetições. Houve efeito linear decrescente dos níveis de farelo de babaçu sobre o peso de corpo vazio, o peso vivo ao abate e os pesos de carcaça quente e fria. Os pesos da meia-carcaça, de paleta, costelas (da 1ª a 5ª e da 6ª a 13ª), serrote, lombo e perna também decresceram de forma linear, enquanto o peso do pescoço foi influenciado de forma quadrática pelos níveis de farelo de babaçu. Os rendimentos dos cortes não foram influenciados pelos níveis do farelo de babaçu: as médias foram de 20,47; 8,65; 6,94; 9,71; 10,36; 9,11 e 33,07% para paleta, pescoço, costela (1ª a 5ª), costela (6ª a 13ª), serrote, lombo e perna, respectivamente. Entre as medidas biométricas na carcaça, houve efeito linear decrescente para compacidade da carcaça, área de olho-de-lombo, perímetro da garupa, comprimento de perna e comprimento interno da carcaça. Níveis de farelo de babaçu superiores a 10% na dieta afetam negativamente os pesos e rendimentos, bem como os cortes comerciais e as medidas lineares, de carcaças de ovinos sem padrão racial definido em terminação.

Características de carcaça de ovinos em crescimento alimentados com rações contendo farelo de babaçu

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