R. Bras. Zootec.01/out/2003;32(5):1037-44.

Avaliação de três cultivares de Panicum maximum Jacq. sob pastejo: composição da dieta, consumo de matéria seca e ganho de peso animal

Patrícia Amarante Brâncio, Domicio do Nascimento Junior, Valéria Pacheco Batista Euclides, Dilermando Miranda da Fonseca, Roberto Giolo de Almeida, Manuel Cláudio Motta Macedo, Rodrigo Amorim Barbosa

DOI: 10.1590/S1516-35982003000500002

Três cultivares de Panicum maximum Jacq. submetidos a pastejo rotativo foram avaliados ao longo do ano, antes e após o período de pastejo, quanto à composição botânica e química da dieta, consumo de matéria seca e ganho de peso animal. Os tratamentos constituíram em: 1) cv. Tanzânia + 50 kg/ha de N, 2) cv. Tanzânia + 100 kg/ha de N, 3) cv. Mombaça + 50 kg/ha de N, e 4) cv. Massai + 50 kg/ha de N. As dietas selecionadas pelos animais na cv. Massai tenderam a apresentar os menores valores de digestibilidade e proteína bruta e os maiores de fibra em detergente neutro, enquanto na cv. Mombaça as dietas continham, em geral, maiores teores de sílica. Os animais selecionaram, em média, 92,4% de folhas verdes, independentemente do tratamento e da época de amostragem. Os animais consumiram semelhantes quantidades de forragem nos diversos tratamentos, apresentando, em média, consumos de 1,9; 2,8; 3,4; e 2,3 kgMS/100kgPV, respectivamente, em junho, setembro e novembro de 1998 e março de 1999. Os piores resultados quanto ao ganho de peso por animal foram verificados na cv. Massai, mas, devido a sua alta capacidade de suporte na época chuvosa, superou a cv. Mombaça e cv. Tanzânia + 50 kg/ha de N, em termos de ganho de peso por área. A participação de folhas, a altura do pasto, o teor de proteína bruta da dieta selecionada pelos animais e o tamanho de bocado foram os fatores que mais influenciaram positivamente o ganho de peso animal.

Avaliação de três cultivares de Panicum maximum Jacq. sob pastejo: composição da dieta, consumo de matéria seca e ganho de peso animal

Comentários