R. Bras. Zootec.01/dez/2009;38(12):2327-34.

A raça Indubrasil no Nordeste brasileiro: melhoramento e estrutura populacional

Paulo Luiz Souza Carneiro, Carlos Henrique Mendes Malhado, Raimundo Martins Filho, Antonio Policarpo Souza Carneiro, Fabyano Fonseca e Silva, Robledo de Almeida Torres

DOI: 10.1590/S1516-35982009001200006

Com o intuito de fornecer subsídios para programas de melhoramento, conservação e expansão da raça Indubrasil do Nordeste brasileiro, avaliaram-se o histórico evolutivo, as estimativas de parâmetros genéticos e a estrutura populacional da raça. Foram utilizadas informações do pedigree de animais nascidos no período de 1964 a 2006 e dados dos pesos ajustados aos 205, 365 e 550 dias de idade de bovinos nascidos a partir de 1976. As estimativas dos coeficientes de herdabilidade foram menores que as encontradas na literatura para os pesos ajustados nas três idades (P205: direta 0,11 ± 0,03 e materna 0,01 ± 0,03; P365: direta 0,16 ± 0,04 e P550: direta 0,15 ± 0,05) e os ganhos genéticos para as características decresceram no período avaliado (P205: -0,028 kg/ano; P365: -0,030 kg/ano e P550: -0,025 kg/ano). A baixa variabilidade genética e o ganho genético negativo provavelmente devem-se à redução do tamanho efetivo e ao aumento da endogamia nesse período. Além disso, a redução significativa no número de nascimentos por ano e a pouca utilização de reprodutores externos nos rebanhos colocam a raça Indubrasil do Nordeste brasileiro como um grupo genético sob risco de extinção, fato que sugere a necessidade de programas visando sua conservação e expansão.

A raça Indubrasil no Nordeste brasileiro: melhoramento e estrutura populacional

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