R. Bras. Zootec.01/jun/2000;29(3):840-7.

Uso de parâmetros ósseos, plasmáticos e fecais na determinação da deficiência de fósforo em bovinos

Maria Luiza Franceschi Nicodemo, Sheila da Silva Moraes, Ivan Valadão Rosa, Manuel Cláudio Motta Macedo, Luiz Roberto Lopes de S. Thiago, Cláudio Ribeiro dos Anjos

DOI: 10.1590/S1516-35982000000300029

Quinze novilhos Nelore foram distribuídos em três tratamentos, consistindo de dieta basal capaz de proporcionar ganhos da ordem de 600 g/dia, suplementada (15 ou 11 g P/dia) ou não (5 g P/dia) com fosfato monoamônico, para determinar as alterações provocadas por deficiência de P em parâmetros ósseos, sangüíneos e fecais. Biópsias de costela foram obtidas aos 60 e 250 dias de experimentação. Amostras de plasma foram coletadas quinzenalmente e amostras de fezes retais, analisadas em sete ocasiões, durante os 250 dias do experimento. Coleta total (diária) de fezes foi feita em dois períodos, aos 60 e 243 dias, durante sete dias. Aos 60 dias, P expresso em relação ao osso fresco, osso seco e desengordurado e ao volume de osso discriminaram entre os tratamentos. Aos 250 dias, a espessura da camada cortical e as concentrações de cinzas e fósforo foram reduzidas na deficiência de P. Observou-se queda na concentração de fósforo inorgânico plasmático (Pi), já aos 12 dias de experimentação, apresentando valores em torno de 3,0 mg % na época em que ganho de peso foi afetado (82 dias). Foi observada elevação do Ca e da fosfatase alcalina na deficiência de P, sem alterações na concentração de hidroxiprolina do plasma. As concentrações de P nas fezes aumentaram com a concentração do elemento na dieta, mas a utilização de amostras coletadas do reto não propiciou detecção precoce de deficiência de P. A definição de níveis críticos para a determinação de deficiência apresentou problemas.

Uso de parâmetros ósseos, plasmáticos e fecais na determinação da deficiência de fósforo em bovinos

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