R. Bras. Zootec.01/ago/2004;33(4):1078-85.

Novilhas alimentadas com bagaço de cana-de-açúcar tratado com amônia anidra e, ou, sulfeto de sódio

Aureliano José Vieira Pires, Rasmo Garcia, Sebastião de Campos Valadares Filho, Odilon Gomes Pereira, Paulo Roberto Cecon, Fabiano Ferreira da Silva, Polyana Albino Silva, Cristina Mattos Veloso

DOI: 10.1590/S1516-35982004000400028

Foram utilizadas 16 novilhas ½ Holandês/Indubrasil, com peso vivo médio de 230 kg, alojadas em baias individuais cobertas, distribuídas em um delineamento inteiramente casualisado, com quatro tratamentos e quatro repetições, definidos conforme a alimentação: T1 – Bagaço sem tratamento (controle); T2 – Bagaço tratado com 2,5% de Na2S; T3 – Bagaço tratado com 4% de NH3 e T4 – Bagaço tratado com 2,5% de Na2S + 4% de NH3. Todos tratamentos foram feitos com base na matéria seca do bagaço. O bagaço de cana-de-açúcar ficou armazenado por 10 meses e, após a abertura dos silos, foi fornecido aos animais ad libitum, pela manhã (7 h), para obter sobras em torno de 10%, e todos animais receberam 3,5 kg/cabeça/dia de concentrado contendo 19% de proteína bruta. Verificou-se efeito para ganho de peso diário e total, observando-se ganhos maiores para os tratamentos com NH3. Os valores médios encontrados para ganho de peso diário foram 702, 684, 1026 e 1005 g/cab, respectivamente, para o bagaço sem tratamento, tratado com Na2S, tratado com NH3 e tratado com NH3 mais Na2S. O consumo de MS, em função do peso vivo, variou de 1,92 (controle) a 2,46% PV (NH3), enquanto o consumo de FDN variou de 0,84 (controle) a 1,14% PV (NH3).

Novilhas alimentadas com bagaço de cana-de-açúcar tratado com amônia anidra e, ou, sulfeto de sódio

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