R. Bras. Zootec.01/fev/2010;39(2):349-55.

Degradação cecal in situ de alimentos volumosos em equinos

Vinícius Pimentel Silva, Fernando Queiroz de Almeida, Eliane da Silva Morgado, Liziana Maria Rodrigues, Tiago Marques dos Santos, Henrique Torres Ventura

DOI: 10.1590/S1516-35982010000200018

Objetivou-se avaliar a degradação da matéria seca (MS), fibra em detergente neutro (FDN) e proteína bruta de alimentos volumosos pela técnica da digestão cecal in situ em equinos. Avaliaram-se as forrageiras: feno de alfafa (Medicago sativa), amendoim forrageiro (Arachis pintoi cv. Amarillo), desmódio (Desmodium ovalifolium), estilosantes (Stylosanthes guianensis cv. Mineirão), guandu (Cajanus cajan), macrotiloma (Macrotyloma axillare) e feno de coastcross (Cynodon dactylon cv. coastcross). O ensaio teve duração de 35 dias e foi realizado em delineamento inteiramente casualizado com sete alimentos e três repetições. Utilizou-se uma égua fistulada no ceco, alimentada com dieta composta por feno de coastcross (80%) e concentrado (20%), fornecida quatro vezes ao dia em quantidade equivalente a 2% do peso vivo. No ceco, foram inseridos 3 a 4 sacos de náilon de porosidade 45 μ de 6,5 × 20 cm, contendo 5,2 g de MS/saco, nos tempos de 2, 4, 6, 8, 12, 24 e 48 horas de incubação. Os parâmetros de degradação da MS de todos os volumosos foram significativos. Não houve ajuste no modelo de degradação da PB e FDN do guandu. O amendoim, estilosantes e macrotiloma apresentaram maior fração potencialmente degradável da MS, com valores de 53, 46,5 e 40%, respectivamente, e os maiores valores da fração solúvel de 20, 21, 28,6%, além de elevadas taxas de degradação (10,36, 20,26 e 14,8%h-1). Nestes alimentos, também foram observadas as maiores taxas de degradação da FDN (9,1 e 11,3, 11,2%h-1), das frações potencialmente degradáveis (55, 51,8 e 47,2%) e as mais altas taxas de degradação da PB em 48 horas de incubação (87, 95, 94,8%, respectivamente). O amendoim forrageiro, o estilosantes e o macrotiloma apresentam potencial de uso nas dietas para equinos.

Degradação cecal in situ de alimentos volumosos em equinos

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