R. Bras. Zootec.01/jun/2001;30(3 Sup..1):1007-14.

Predição de curvas de crescimento de tecidos de fêmeas suínas por intermédio da função alométrica estendida

Wilson Moreira Dutra Jr., Aloízio Soares Ferreira, Juarez Lopes Donzele, Ricardo Frederico Euclydes, Jaime Urdapilleta Tarouco, Leandro Lunardini Cardoso

DOI: 10.1590/S1516-35982001000400014

Foram utilizadas 48 fêmeas suínas para se determinarem as curvas de crescimento de tecidos, após abate e dissecação das carcaças dos animais aos 50, 60, 70, 80, 90, 100, 110 e 120 kg. Os cortes realizados nas carcaças foram feitos de acordo com aqueles utilizados pela indústria. Em cada corte, separaram-se as quantidades de músculo, gordura, ossos e pele, para o cálculo de rendimento de tecidos. Foi utilizada a função alométrica estendida, para estimar e ajustar as curvas de crescimento. A quantidade de músculo na carcaça apresentou crescimento variando de 41,9 nos animais de 50 kg, a 44,1%, nos animais de 120 kg. A função alométrica estendida ajustou a curva para quantidade de músculo, com R2 = 0,68 e desvio-padrão residual de 1,42. Os valores de R2 para porcentagem de gordura foram de 0,80 e os de desvio-padrão residual, de 6,35, com aumento de 12,7 a 18,3% entre 50 e 120 kg. Quanto às curvas de crescimento para rendimento de cortes comerciais, os valores de R2 foram variáveis, porém com desvios-padrão residuais baixos. Concluiu-se que a função alométrica estendida é acurada para estimar curvas de crescimento de tecidos calculados, em porcentagens do peso de suínos vivos abatidos entre 50 e 120 kg de peso corporal; a deposição de gordura é proporcionalmente maior que a deposição de tecido muscular; e os suínos depositam, em termos proporcionais, tecido muscular e gordura de forma crescente.

Predição de curvas de crescimento de tecidos de fêmeas suínas por intermédio da função alométrica estendida

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