R. Bras. Zootec.01/jun/2009;38(6):1142-8.

Níveis de farelo de melancia forrageira em dietas para ovinos

Raimundo Luiz Nunes Vaz da Silva, Gherman Garcia Leal de Araújo, Eliomar Pereira do Socorro, Ronaldo Lopes Oliveira, Américo Fróes Garcez Neto, Adriana Regina Bagaldo

DOI: 10.1590/S1516-35982009000600023

Com o objetivo de estudar a inclusão de 20, 35, 50, 65 ou 80% de farelo de melancia forrageira (Citrullus lanatus cv. citroides) (FMF) em dietas à base de feno de guandu (Cajanus cajan), foi realizado um ensaio de digestibilidade utilizando-se 20 cordeiros com 6 meses de idade e peso vivo de 11,2 ± 1,2 kg. O experimento constou de 20 dias de adaptação e 5 de coleta total de sobras e de fezes. O farelo de melancia forrageira e o feno de guandu apresentaram 95,3 e 95,75% de matéria seca (MS), 18,7 e 16,8% de proteína bruta (PB) e 38,8 e 64,3% de fibra em detergente neutro (FDN). Os níveis de farelo de melancia forrageira determinaram aumento quadrático nos consumos de MS, MO, PB, FDN, FDA, hemicelulose e carboidratos totais. O consumo de extrato etéreo não foi alterado, mas o consumo de CNF teve aumento linear conforme aumentaram os níveis de farelo de melancia forrageira. Os coeficientes de digestibilidade de MS (58%), PB (69%), FDN (41%) e EE (85%) não foram influenciados pelo nível de farelo de melancia forrageira. As digestibilidades de MO (54 a 62%), FDA (36 a 49%) e carboidratos totais (47 a 58%) variaram linear e positivamente, enquanto a digestibilidade da hemicelulose teve comportamento inverso. As dietas proporcionaram consumo de matéria seca que atendeu a exigência dos animais. Os coeficientes de digestibilidade observados foram satisfatórios. O farelo de melancia forrageira pode ser indicado para compor dietas à base de feno de guandu em níveis de 35 a 66% da matéria seca.

Níveis de farelo de melancia forrageira em dietas para ovinos

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